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Regulamento do (18º) Concurso ANGRAROCK 2017

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    Meu primeiro mês
    Meu primeiro mês como voluntário na associação AJITER na Ilha Terceira foi una rampa, mas não pela dificuldade da subir, mais bem pela linha crescente que tenho vivido semana a semana.
    Comecei esta aventura, a manhã do 27 de março, quando apanhei minha mala e fui à estaçao de autocarros de Pamplona a toda pressa, pois perto estive de perder o autocarro direcção Aeroporto de Madrid. Lá tinha que apanhar o voo Madrid-Lisboa, mas antes dispunha de tempo suficiente para pensar no que deixava atrás, pessoas e lugares que muito provavelmente no revisse nos seguintes nove meses.
    Essa mesma tarde, encontrava-me no aeroporto de Lisboa, fazendo escala para chegar a Terceira pela noite. A primeira surpresa ao chegar, vi-a desde o avião, e é que no mar se viam o que pareciam ser baleias e golfinhos, coisa que, tendo em conta que esta ilha é um dos principais lugares de observação de cetáceos, era razoável pensar.
    Queria corroborarlo com a Ana, a trabalhadora de AJITER que me estava a esperar amavelmente no aeroporto com um cartaz da associação para me levar-me no meu novo lar, mas entre o cansaço de ambos e que não sabíamos que idioma utilizar não era fácil se entender.

    Nada mais chegar à casa, fui recebido por meus novos colegas de casa e trabalho, Vicky e Jonatan, quem me ensinaram a casa essa mesma noite e o povo de Praia dá Vitória (onde residirei estes nove meses de voluntariado) ao dia seguinte, depois de um dia mais que tranquilo no escritório.
    Ao dia seguinte, tive que levantar-me cedo, apesar de ser dia de folga (na quarta-feira é nosso dia livre), para ir ao escritório principal de AJITER, que se encontra em Angra do Heroísmo, e conhecer ao resto da equipa (Décio, Joana, Lizete e César) e como trabalham ali, além de acompanhar a Joana, a project manager de AJITER a uma reunião para um futuro projecto sobre desporto.

    Ao regressar, vendo como continuavam meus problemas para me fazer entender em portuñol, me vi na obrigação de me propor uns objectivos: percibir o português numa semana e falar num mês.
    Obviamente não é possível o fazer a um bom nível, e teria ajudado começar as classes de português ao início da estadia, mas acho que agora que analiso neste primeiro mês, estou satisfeito com meus progressos com o idioma e posso dar esses objectivos por cumpridos, em parte graças ao “Google, Vicky, Jonatan and Ana Translator”.
    Depois disso, conheci, da mão de meus colegas, a zona de lazer da cidade e os bares e pubs que visitamos os fins de semana. Também completamos um passeio pela cidade para ver a praia, os parques, os supermercados e outros serviços como o centro de saúde etc.

    Os primeiros dias de trabalho na AJITER, foram bastante tranquilos, e limitamos-nos a fazer selecções de parceiros para os projetos que queríamos solicitar no próximo deadline de Erasmus+ e também, ao se ter produzido a abertura do novo escritório da AJITER na Praia dá Vitória, dedicamos tempo à decoración deste, com folios que a sua vez serviam para explicar os projetos de AJITER e de Erasmus+.

    Nestas primeiras semanas, aprendi sobre diferentes partes das que se compõem os projectos Erasmus+ e aprendi como realizar textos de explicação de selecção de partners, usar ferramentas de Erasmus+ para orçamentos segundo distâncias, preencher formulários, rechear mandates, respostas a partners seleccionados etc.
    Outra das principais actividades que realizamos durante este primeiro mês, foi o concurso de música Angrarock, no que músicos novos ou pouco conhecidos, tinham a oportunidade de dar a conhecer sua música ao público assistente. Desfrutei de um bonita final na Praça Velha de Angra do Heroísmo com boa música e uma grande resposta do público.

    No mesmo dia da final, antes tínhamos assistido à “prova de alcatras”, uma degustación de um dos platos mais típicos da gastronomia de Terceira, consistente num corte especial de ternera confeccionado num recipiente de varro, em sua versão tradicional, e com variações com coelho, peixe, feijões ou polvo entre outros. Também pude degustar a Dona Amelia, um doce tradicional de Terceira que realmente é delicioso.

    Na última semana, coincidindo com a Semana Européia da Juventude, realizamos apresentações sobre Erasmus+ e sobre nossa experiência como voluntários SVE nas escolas da ilha. Encantou-me a experiência de expor estas apresentações a meninos e adolescentes e poder realizar jogos e atividades com eles, foi um evento muito enriquecedor. Ademais como as escolas estavam em diferentes povos da ilha, tive a oportunidade de conhecer novos lugares como a reserva natural Monte Brasil ou o miradouro das Quatro Ribeiras com vistas aos abruptos penhascos do norte.

    Outra das coisas que estamos a fazer, é uma proposta para um intercâmbio de jovens, começando desde zero, algo que me está a ajudar em minha contribuição quanto a uma iniciativa e criatividade que, com a mudança de vida de Pamplona a Praia dá Vitória, tinha ficado algo trancada durante as primeiras semanas.
    No momento de escrever isto, estou na véspera de começar a primeira formação em Guimarães, pelo que me encontro com muita vontade de ir lá e desfrutar desta experiência. Também o faço, com a satisfação de que minhas últimas semanas aqui têm sido muito positivas e me contribuíram a energia que precisava para querer seguir desfrutando desta experiência todos os dias.

    Mikel Lander

    *O projeto "You in Europe... You in the World" é financiado pelo Serviço Voluntário Europeu (SVE) do programa comunitário Erasmus+.


    Quarta-Feira, dia 10 de Maio de 2017

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